sábado, 28 de julho de 2012

Nos 50 anos dos Rolling Stones, veja as mulheres da história da banda






Há exatos 50 anos, subia ao palco pela primeira vez aquele que se tornaria um dos mais emblemáticos grupos da historia do rock n’ roll: os Rolling  Stones. Ao longo do meio século de existência, a banda que nasceu em Londres, na Inglaterra, lançou mais de 100 singles e 24 álbuns de estúdio, além de vários discos ao vivo.

As cinco décadas de estrada também trazem histórias, lendas e situações envolvendo mulheres, que inpiraram canções (veja abaixo 20 músicas e suas musas inspiradoras). 



Mães, filhas e outros casos:

As mulheres parte da família dos Stones ocupam o maior espaço da lista. Bianca de Macias foi a primeira mulher de Jagger. Com ela, o cantor teve sua segunda filha, Jade. A letra de “Hey negrita” (do disco “Black and Blue”, de 1976) não é sobre Bianca, mas Jagger a chamava de “negrita” por conta da origem latina.

A segunda esposa de Jagger é Jerry Hall, com quem teve quatro filhos, incluindo Elizabeth e Georgia. “Miss You” (“Some Girls”, de 1978) teve a modelo como musa inspiradora. Já com a cantora e escritora Marsha Hunt, o vocalista teve sua primeira filha, Karis. Fez “Brown sugar” (“Sticky fingers”, de 1971) quando se encontrava secretamente com ela.

Entre 1963 e 1966, a atriz e modelo Chrissie Shrimpton namorou Jagger, inspirando “Yesterday’s papers” (de “Between the buttons”, de 1967) “Under my thumb” e “Stupid girl” (ambas de “Aftermath”, de 1966). Quando atuou no clipe de “Anybody seen my baby?” (do disco “Bridges to Babylon”, de 1997), a atriz Angelina Jolie teve um breve affair com Jagger. O caso do vocalista com a modelo e apresentadora Luciana Gimenez, por sua vez, deu a ele o filho Lucas.

Shirley Ann Shepherd é a primeira e única mulher de Charlie Watts e mãe de sua filha Seraphina, que deu à luz Charlotte. Segundo o baterista, Shirley “é uma grande fã dos Stones. Eu, não; é só meu trabalho”. Com Anita Pallenberg, Keith Richards teve seus três primeiros filhos: Marlon, Angela e Tara, que morreu três meses após seu nascimento. A letra da canção “Sister morphine” (do disco “Sticky fingers”, de 1971) tem trechos sobre Anita que, na época, estava hospitalizada sob efeito de morfina. A modelo e atriz Patti Hansen é a atual mulher de Keith, e mãe de Alexandra e Theodora Richards. Entre os relacionamentos do guitarrista Ronnie Wood estão Krissy, sua primeira mulher, e Jo Wood, com quem foi casado e teve a filha Leah, além do namoro com a modelo com brasileira Ana Paula Araújo.

As cantoras na vida da banda:

Várias são as cantoras que fizeram parte da trajetória. Quando Keith Richards terminou de fazer o hit “Satisfaction” teve dúvidas sobre o sucesso da canção. Para ele, as pessoas achariam que a introdução era plagio de “Dancing in the street”, do girl group da Motown Martha and the Vandellas, liderado por Martha Reeves.

A cantora Marianne Faithful é uma das principais dentro da historia do grupo. Ficou com três integrantes, mas decidiu namorar Jagger. Em troca, foi homenageada com faixas como “Let’s spend the night together” (do disco “Between the buttons”, de 1967), “You can’t always get what you want” (do disco “Let it bleed”, de 1969), “Wild horses” e “I got the blues” (ambas do disco “Sticky fingers”), de 1971.

Amanda Lear, cantor e atriz, inspirou a letra de “Miss Amanda Jones”, de 1967. A canção trata do relacionamento entre a mulher, que foi musa de Salvador Dali, e o guitarrista Brian Jones (1942-1969). “Claudine” (do disco “Emotional Rescue”, de 1980) tem letra sobre a prisão da cantora a atriz Claudine Longet. Ela ficou 30 dias presa após matar o namorado, o esquiador Vladimir Sabich.

“Garota cega”, Brenda e mais músicas:

A Rainha Elizabeth II condecorou Jagger em 2003. Ele virou Sir Michael Jagger, causando reações ambíguas dos fãs e dentro da própria banda. Na ocasião, o vocalista disse que a Rainha era “a melhor coisa do Reino Unido depois dos Rolling Stones”. O cantor também era guitarrista para Jagger é Brenda. Richards começou a chamar o vocalista assim por conta de seus crescentes chiliques nos anos 80.

Outra interressante historia é sobre uma menina, conhecida apenas como “garota cega” Richards passava por problemas na justiça (com risco de passar até sete anos preso no Canadá) nos anos 70, quando uma fã canadense foi até a casa do juiz do caso e contou as “boas ações” do músico, que a dava tratamento especial em vários shows. Dois dias depois, Richards recebeu sua sentença: fazer um show para cegos. Keith Richards também buscou inspiração em Linda Keith, sua ex-namorada, para compor “Ruby tuesday” (do disco “Between the buttons”, de 1967).

Já “Sweet Black angel” (do disco “Exile on Main St.”, de 1972) defende, em sua letra, Angela Davis, ativista dos direitos civis e professor da Universidade da Califórnia. “Pass the Wine (Sophia Loren)” foi registrada na sessões de “Exile on Main St.” De 1972. Jagger canta: “Então me passe o vinho, baby, e vamos fazer amor”, em músicas que cita a famosa atriz italiana no titulo.

São várias as possíveis homenagens de “Angie”, do disco “Goats head soup” (1973). São citadas Angela (primeira mulher de David Bowie), a atriz Angie Dickinson, e Angela, filha de Keith Richards. Mas, segundo a biografia do próprio guitarrista, trata-se apenas de um pseudônimo para heroína.


POR: Flávio Seixlack

FONTE: Matéria publicada no portal G1 



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